A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

ENTRADA

O Canto de Entrada não é um “aquecimento”, mas o rito que transforma indivíduos em Assembleia. Segundo a IGMR (nn. 47-48), sua função é quádrupla: abrir a celebração, unir os fiéis, introduzir o coração no mistério do tempo litúrgico (ou festa) e acompanhar a procissão dos ministros.

Regras de Ouro: O canto começa assim que o sacerdote inicia o deslocamento e deve durar o tempo necessário para a procissão e a incensação do altar. O texto deve ser, preferencialmente, a Antífona de Entrada com seu salmo ou um canto cujas letras sejam aprovadas pela CNBB e condizentes com a liturgia do dia. A execução deve ser pensada para a participação de todos: alterne entre o coro (ou solista) e o povo, garantindo que a assembleia nunca seja apenas espectadora.

 

Dicas Práticas para o Músico:

 

1 – Sincronia com o Altar: Observe o rito. O canto termina de forma orgânica quando o sacerdote chega à cadeira, sem cortes bruscos ou repetições excessivas.

 

2 – Identidade do Dia: Antes de escolher o repertório, leia a Antífona de Entrada no Missal. Ela é a “chave” para entender o tema daquela missa.

 

3 – Foco no Comunitário: Evite músicas centradas no “eu”. O foco do Canto de Entrada é o “nós” que se reúne em nome de Cristo.

 

4 – Silêncio é Opção: Se não houver canto, a Antífona do Missal deve ser recitada por todos ou pelo leitor. A música serve à liturgia, e não o contrário.