A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

SANTO

O Santo não é um “apêndice” ou uma música que o músico escolhe livremente para preencher um espaço. Segundo a IGMR (nn. 78-79b), ele é parte integrante e essencial da Oração Eucarística — o centro e ápice de toda a celebração. É o momento em que a assembleia da terra se une aos coros celestes para proclamar a santidade de Deus.

Regras de Ouro: Por ser uma aclamação da própria Oração Eucarística, o Santo deve ser proferido (cantado ou recitado) por todo o povo juntamente com o sacerdote. É um dos momentos em que a participação plena da assembleia é mais exigida. O texto deve respeitar fielmente a letra bíblica e litúrgica: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo…”.

Dicas Práticas para o Músico:

1 – Fidelidade ao Texto Bíblico: Assim como no Glória, evite músicas que substituam o texto oficial por letras “criativas”. As palavras “Senhor Deus do Universo”, “Hosana nas alturas” e “Bendito o que vem em nome do Senhor” são fundamentais e não devem ser alteradas.

2 – Ritmo e Solenidade: O Santo é uma aclamação vibrante. A melodia deve ser festiva e solene, mas curta o suficiente para não interromper o fluxo da Oração Eucarística, que deve ser ouvida com respeito e silêncio.

3 – Unidade de Vozes: Certifique-se de que a introdução instrumental seja clara para que o povo entre imediatamente junto com o sacerdote. Não deve ser um momento apenas para o coral brilhar, mas para a assembleia explodir em louvor.

4 – Conexão com o Prefácio: O canto do Santo começa imediatamente após o Prefácio (aquela parte que termina com “…cantamos a uma só voz…”). O músico deve estar atento para não deixar um “vácuo” de silêncio nem atropelar as palavras do padre.