A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

CANTO APÓS A COMUNHÃO

Após a distribuição da Eucaristia, o rito prevê um momento de profunda interiorização. Segundo a IGMR (n. 88), este é o tempo para que a assembleia assimile o mistério celebrado e dialogue silenciosamente com o Senhor. Este momento pode ser vivido de duas formas: no silêncio meditativo ou por meio de um hino de louvor.

Regras de Ouro: O silêncio é a primeira recomendação da Igreja: o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em recolhimento. Se for considerado oportuno, a assembleia pode, então, entoar um salmo, hino ou outro canto de louvor. Diferente do canto da comunhão, que acompanha um movimento (procissão), este canto é feito por todos, preferencialmente sentados, em atitude de agradecimento.

Dicas Práticas para o Músico:

1 – Valorize o Silêncio: O músico deve resistir à tentação de preencher todos os espaços com som. O silêncio após a comunhão é um dos momentos mais profundos da Missa; permita que a assembleia reze sem interferências por alguns instantes.

2 – Canto de Louvor (Opcional): Se optar por um canto após o silêncio, escolha algo que convide à gratidão e à adoração. Não precisa ser uma música longa; um hino breve ou um refrão meditativo cumprem bem esse papel.

3 – Atenção ao Sacerdote: Este momento termina quando o padre se coloca de pé e diz “Oremos”. O músico deve estar atento para encerrar qualquer intervenção sonora assim que o sacerdote se dirigir à cadeira ou ao altar para a oração final.

4 – Instrumental Suave: Em vez de um canto, o grupo pode optar por um fundo instrumental suave que auxilie na meditação, cuidando para que o volume seja um suporte à oração, e não uma distração.