A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

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A SEQUÊNCIA NO DOMINGO DA PÁSCOA

APÊNDICE

A SEQUÊNCIA NO DOMINGO DE PÁSCOA

A Sequência é um gênero poético-musical de caráter autoral, não diretamente vinculado ao texto bíblico, apesar de ter o texto fundamentado na Sagrada Escritura. Trata-se de uma composição pertencente à tradição litúrgica da Igreja, surgida ao longo do desenvolvimento histórico da liturgia, e não à forma primitiva do canto litúrgico.

Segundo a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), n. 64, a Sequência é facultativa ao longo do ano litúrgico, tornando-se obrigatória nas solenidades da Páscoa e de Pentecostes. Na celebração eucarística, ela é executada antes do Aleluia, como preparação solene para a proclamação do Evangelho.

Por integrar a Liturgia da Palavra, a Sequência encontra-se no Lecionário e deve ser realizada conforme ali está apresentada. Pode-se cantar a forma completa, mas também admite versões abreviadas para algumas delas, sempre indicando com clareza o ponto de início da forma breve.

No Tempo Pascal, a Sequência (Victimae Paschali Laudes) é obrigatória na Missa do Dia do Domingo da Páscoa e facultativa nas celebrações da Oitava da Páscoa.

As sequências gregorianas presentes no Graduale Romanum seguem tipicamente a forma binária, na qual cada melodia é repetida em duas estrofes consecutivas. O esquema executivo clássico é:

Estrofe 1 – solo (melodia A)
Estrofe 2 – coro, eventualmente com participação da assembleia (melodia A)
Estrofe 3 – solo (melodia B)
Estrofe 4 – coro, eventualmente com participação da assembleia (melodia B)
… e assim sucessivamente até o final.

Essa disposição favorece o caráter responsorial e dialógico do canto, realçando tanto a clareza textual como o vigor coral.
O Ordo Cantus Missae também prescreve que a execução da sequência seja alternada entre cantores e coro, reforçando a natureza dialógica da forma. Nesse sentido, ela se aproxima do Gloria in excelsis e de outros grandes cantos de caráter jubiloso, que estruturam a celebração com sua alternância coral.

Por ser um canto próprio do coro em diálogo com a assembleia, recomenda-se que sua execução seja realizada a partir do espaço do coro, e não do ambão, reservado de modo próprio à proclamação da Palavra de Deus. Somente no caso de ser recitada a Sequência poderá ser proclamada do ambão, por integrar a Liturgia da Palavra.

Sugestões de melodia:

1. Cantai cristão afinal (Pe. José Weber / D. Marcos Barbosa)

2. Cantai cristão afinal (Thiago Choquetta)

3. Ó Cristãos, vinde ofertai (Victimae Paschali Laudes – Atribuída a Wipo de Borgonha – L. (português): Reginaldo Veloso)

4. Victimae paschali laudes – Sequência (Canto Gregoriano)