A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS

O Glória é um hino antiquíssimo de louvor, onde a Igreja, reunida no Espírito Santo, glorifica o Pai e o Cordeiro. Segundo a IGMR (n. 53), ele é obrigatório em todos os domingos (fora do Advento e da Quaresma), em solenidades, festas e celebrações de grande solenidade. É um momento de exultação, não de súplica penitencial.

Regras de Ouro: A regra mais rígida para este momento é: o texto oficial do Missal não pode ser substituído por outro. Não são permitidas “paráfrases” ou letras que apenas lembrem o Glória; o conteúdo deve seguir fielmente o que está no livro litúrgico. O hino pode ser entoado pelo padre, por um cantor ou pelo grupo, e deve ser cantado por toda a assembleia (seja de forma direta, alternada com o coro ou, em casos excepcionais, apenas pelo grupo de cantores). Se não houver música, ele deve ser recitado por todos.


Dicas Práticas para o Músico:

1 – Cuidado com as “Letras Livres”: Muitas músicas populares conhecidas como “Glória” não servem para a Missa porque alteram ou resumem o texto oficial. Verifique se a sua partitura contém as frases: “Nós vos louvamos, nós vos bendizemos… Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito…” e assim por diante.

2 – O Caráter Festivo: Por ser um hino de louvor, a melodia deve ser vibrante e solene. No entanto, lembre-se de que o povo precisa conseguir cantar junto; evite arranjos excessivamente complexos que silenciem a assembleia.

3 – Omissão Litúrgica: Respeite o calendário. No Advento (tempo de espera) e na Quaresma (tempo de penitência), o Glória é omitido para que sua volta na Noite de Natal e na Vigília Pascal tenha um impacto maior.

4 – A Entoação: O músico deve estar em sintonia com o sacerdote. Se o padre preferir entoar a primeira frase (“Glória a Deus nas alturas”), o grupo deve entrar em seguida com o restante do hino no mesmo tom e ritmo.