CORDEIRO DE DEUS
O Agnus Dei (Cordeiro de Deus) não é um canto de paz, mas uma súplica que acompanha o gesto bíblico da Fração do Pão. Segundo a IGMR (n. 83), este gesto significa que nós, sendo muitos, nos tornamos um só corpo ao comungar do único Pão da Vida. O rito da fração começa logo após o abraço da paz e deve ser realizado com reverência, mas sem prolongar-se desnecessariamente.
Regras de Ouro: A invocação “Cordeiro de Deus” é cantada pelo grupo de cantores ou solista, com a resposta de toda a assembleia. Ela deve, obrigatoriamente, acompanhar o gesto da fração. Por isso, a aclamação pode ser repetida quantas vezes forem necessárias até que o sacerdote termine de partir as hóstias e coloque a parte da hóstia no cálice. A última repetição deve sempre encerrar com a súplica: “dai-nos a paz”.
Dicas Práticas para o Músico:
1 – Sincronia Visual: O músico deve olhar para o altar. O canto começa quando o padre inicia a fração do pão (partir a hóstia grande). Se houver muitos concelebrantes e muitas hóstias para partir, o canto deve continuar com mais repetições.
2 – Letra Litúrgica: Evite substituir o texto por músicas que falem apenas de “paz”. O texto central é “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós”. Este é um momento de reconhecimento de Cristo como o sacrifício definitivo.
3 – Caráter da Melodia: A música deve ser humilde e suplicante, condizente com o momento de interiorização que precede a recepção da Eucaristia. Não deve ser um canto “agitado”, mas uma preparação orante para a Comunhão.
4 – Encerramento: Esteja atento para o momento em que o sacerdote se prepara para a genuflexão e para elevar a hóstia (dizendo “Eis o Cordeiro de Deus…”). O canto deve terminar exatamente quando ele conclui o rito da fração, para não atrasar o diálogo seguinte.