A tradição musical de toda a Igreja é um tesouro de inestimável valor, que se sobressai entre todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. (SC 112)

CANTO DE ENCERRAMENTO

Os ritos de encerramento, descritos na IGMR (n. 90), são um envio: após a bênção, a assembleia é convidada a retornar às suas atividades cotidianas para “louvar e bendizer a Deus” por meio de suas boas obras. No Brasil, temos o belo costume de realizar um canto neste momento. Embora não seja um rito obrigatório no Missal, esse canto se tornou uma forma carinhosa de a comunidade expressar, com alegria, esse louvor que levará para o mundo.


Regras de Ouro: O rito se conclui com a resposta “Graças a Deus”. O canto que se segue acompanha o beijo do sacerdote ao altar e a procissão de saída. Ele serve como uma “ponte” entre a liturgia e a vida, reforçando o desejo de viver o que foi celebrado.


Dicas Práticas para o Músico:

1 – Caráter Missionário: O canto de envio costuma ser vibrante. É o momento de encorajar a comunidade para a semana que começa. Melodias alegres ajudam a transmitir a sensação de que a missão continua fora da igreja.

2 – Sintonia com a Celebração: Procure um canto que dialogue com a festa ou o tempo litúrgico do dia. Se a celebração foi dedicada a um Santo ou a Nossa Senhora, um hino em sua honra é uma ótima forma de encerrar.

3 – Atenção ao Rito: Comece o canto apenas após o “Graças a Deus”. Durante os avisos e a bênção final, o silêncio dos instrumentos é importante para que todos ouçam as orientações e recebam a graça da bênção com atenção.

4 – Duração: O canto deve durar o tempo da procissão de saída. Assim que os ministros chegam à sacristia, o músico pode concluir a canção de forma suave, permitindo que a assembleia se despeça em um clima de fraternidade.