O Canto da Comunhão começa no exato momento em que o sacerdote recebe o Sacramento. Segundo a IGMR (nn. 84-87), sua função é manifestar, pela união das vozes, a união espiritual daqueles que comungam, demonstrando a alegria do coração e tornando mais comunitária a procissão para receber a Eucaristia.
Regras de Ouro: O canto deve se prolongar durante toda a distribuição da Comunhão aos fiéis. Para a escolha, a prioridade é a Antífona da Comunhão (do Gradual Romano ou Simples) com seu salmo, ou outro canto adequado aprovado pela CNBB. A execução pode ser feita pelo grupo de cantores (ou cantor solista) com a participação do povo. Caso não haja canto, a Antífona do Missal deve ser recitada.
Dicas Práticas para o Músico:
1 – O Início Preciso: O grupo deve estar atento para começar o canto assim que o sacerdote comunga. Não se deve esperar o povo entrar na fila; o canto “embala” o início do rito de comunhão.
2 – Facilidade para o Povo: Como a assembleia está em movimento (procissão), escolha refrães fáceis e conhecidos, para que possam cantar mesmo sem folhetos nas mãos. O corpo do canto (versículos) pode ser assumido pelo grupo de cantores.
3 – Comunhão dos Músicos: A equipe de liturgia deve garantir que os músicos também possam comungar com facilidade. Organize-se para que o canto não pare (um instrumentista mantém a base enquanto o cantor comunga, ou vice-versa).
4 – A Antífona como Guia: Assim como no Ofertório, o Canto de Comunhão não precisa falar apenas de pão e vinho; ele deve, preferencialmente, refletir o Evangelho do dia ou a antífona proposta pelo Missal, reforçando o mistério celebrado.
5 – Duração e Silêncio: O canto termina quando a distribuição da Eucaristia acaba. Se houver um hino de louvor previsto para depois da comunhão, o canto de procissão deve ser encerrado a tempo de permitir um breve momento de silêncio meditativo.